terça-feira, 24 de novembro de 2009













Arte e Ciência

Foi com o intuito de adquirir conhecimento que após a visita dos meus colegas de mestrado, na qual não pude estar presente que fui á Cordoaria Nacional ver a exposição, INSIDE [arte e ciência] que reúne 22 artistas que, de diferentes formas e média, baseiam a sua obra na ciência, desde a biologia, a inteligência artificial ou a robótica.

Sendo uma exposição dominada pela estranhesa da apresentação de um objecto artistico, pela pluralidade de médiuns usados e pela problemática comum entre a arte e a ciência, referindo em alguns casos a capacidade robotica de exercer uma acção artistica como um ser humano, equalizando desta forma uma máquina a uma pessoa, como diz Leonel Moura:

"... a inteligência artificial pode gerar uma criatividade artificial.Neste sentido esta criatividade artificial produzida por robôs questiona não só as noções correntes de arte e cultura, como o próprio conceito e lugar do humano. Já que pela primeira vez somos confrontados com a possibilidade, muito real, de darmos origem a seres com capacidades similares ou mesmo superiores às nossas."






( A parte)...

Antes de mais este blog tem como objectico corresponder aos exercicios pogramáticos da disciplina de Novas tecnologias Artisticas do mestrado de Pintura.

Para tal, este blog é construido com o intuito de abordar as temáticas de cem palavras fornecidas pelo professor Ilidio Salteiro.




quarta-feira, 18 de novembro de 2009















Schlemmer, Dança das Varas, 1927.

O CORPO NO ESPAÇO

Os figurinos schlemmerianos podem ser classificados como contracções do espaço. Entre o corpo e o espaço de circulação desse corpo, Schlemmer funda um espaço contraído, construido na lógica de uma geometrização abstraccionista. Neste sentido, o figurino passa a ser a revelação de um corpo geométrico, que por sua vez existe nas circunstâncias espaciais do espaço envolvente. Assim, o corpo (natural) passa a ser a alma de um corpo geométrico capaz de circular por um certo espaço, com os seus limites, as suas linhas, as suas secções.
O figurino schlemmeriano é, finalmente, uma kunstfigure: ou seja (traduzindo à letra) uma figura de arte. Na construção da kunstfigure fazem-se sentir as fontes seiscentistas, não apenas no plano das formas plásticas, mas também no plano de uma atracção pelo burlesco. Se a questão das fomas plásticas ganha em Schlemmer uma actualização abstraccionista, o gosto pelo burlesco encontra na Bauhaus um terreno de exposição.
No teatro da Bauhaus esta é na verdade uma das suas características: a inclinação pelo cómico-grotesco, pelo clownesco.
Uma outra característica que, de certo modo, precede esta e lhe é independente, tem a ver com a função primordial do elemento arquitectónico.