Este trabalho tem como principal denominador o questionamento da durabilidade da obra de arte, “ fazer alguma coisa ás vezes não leva a nada”, Alÿs neste trabalho constitui um comentário sobre a passagem do tempo e a possibilidade da obra se apagar ou desaparecer, implicando um espaço poético. A instabilidade e a impremanência do trabalho são imediatamente expostas quando o trabalho é consumido pelo calor da Cidade do México. Com o desaparecimento da arte final a aproximar-se, o conceito de presença é radicalizado, quando é contraposto face a face com o seu oposto, a ausência. Podendo tecer-se considerações sobre a mortalidade do trabalho, a possibilidade da sua ausência, uma vez que é consumida ao longo do tempo. O “ nada” que foi resultado directo desta acção , a evaporação de um cubo de gelo ( com uma forma minimalista), leva a uma ideia de circulação de discussão dentro do universo artístico, de um encontro com a cidade que está alem do controlo até mesmo nos centros urbanos mais eficientes, este mapeamento imaginário e efémero do espaço urbano tende a ser encarado com uma critica ao estado actual da arte.
E como Francís refere, “Nem todas as ideias necessitam de se transformar em produtos, porem as melhores, tendem a se tornar histórias...”
, a arte está na transformação, não no produto final.

Francis Alÿs
Paradox of Praxis 1, “ Sometimes Making Something leads to Nothing”, 1997
Performance registada em Video. 5 min. dimensões variáveis , Instalação no Hammer Museum, em Los Angeles. Cortesia da galeria de arte David Zwirner, em New York, fotografias de Joshua White.

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